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Histórico
Santa Casa de Misericórdia de Franca - 112 anos


Tendo como o objetivo principal, a prática de obras de caridade, a Ordem das Santas Casas de Misericórdias foi instituída em Lisboa (Portugal) em 1498, por Dona Leonor de Lancastre, que regia na época o trono de seu  irmão D.Manuel, o Venturoso.
No Brasil a 1ª Santa Casa foi fundada no ano de 1543, por Brás Cubas, no povoado que deu origem à Vila de Santos (Santos SP), na Capitania de São Vicente.
Hoje são mais de 2500 espalhadas por diversos Estados, responsáveis por cerca de 50% dos leitos hospitalares existentes no país, e muitas vezes constituídas em Centros de Referência e Excelência Médica.

Histórico

Fundada em 16 de junho de 1897 por um grupo de cidadãos beneméritos, liderados pelo padre Cândido Martins da Silveira Rosa, a Santa Casa de Misericórdia de Franca iniciou suas atividades formais em janeiro de 1901, conforme registro em ata; primeiramente como Irmandade da Santa casa de Misericórdia de Franca e depois como Fundação, a partir de 19 de dezembro de 1935, segundo registro no 1º Cartório de Notas desta Comarca.
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Reunidos no antigo “Largo da Misericórdia”, os cidadãos que participaram da decisão foram: Comendador Bento José do Vale, Álvaro de Lima Guimarães, Joaquim Marcondes de Faria, José Inácio de Souza, Thomaz José da Mota, Lucas Borges, Henrique Ferreira Barbosa, José Marcelino de Queiroz, José Bernardes Pinto Junior, Joaquim Andrade Nascimento, Godofredo Alves de Castro, Álvaro de Lima Guimarães Junior, Dr. José Luiz dos Santos Pereira, Antonio Carlos Barbosa, José Carlos de Vilhena e Ovídio Tristão de Lima.
A Irmandade exerceu suas atividades, desde a sua instalação, construindo o primeiro prédio,( do qual resta apenas a parte administrativa do atual CTI), cuja planta teria sido projetada em Paris, sob orientação e cuidados do Dr . Jonas Delcleciano Ribeiro.

Fundação Civil

Já transformada em Fundação a Instituição passou por três importantes etapas até os anos 80.  São elas: a construção do Pavilhão denominado Dr. João Marciano de Almeida, do pavilhão da maternidade e a do Hospital do Coração.
Recentemente outros desafios foram vencidos, como a construção do prédio que abriga a Hemodiálise; do Hospital do Câncer de Franca que iniciou suas atividades em 2002 e a reforma do prédio que abriga a administração, concluída em 2005.
Atualmente a Instituição passa por importantes modificações, tanto físicas quanto estruturais, com a implantação de um projeto de gestão integrada, com prioridade absoluta na retomada da sustentabilidade econômico financeira, visando o aprimoramento e a ampliação dos serviços, a humanização do atendimento, as reformas físicas  necessárias, entre vários outros projetos.  

O exercício de Provedoria da Santa Casa coube aos seguintes cidadãos:

1897 / 1901 -  Joaquim Mariano de Amorim Carrão
1902 -            Marcilio Mourão / José Joaquim da Silva
1903 -            José Guener de Almeida
1904 -            Higino de Oliveira Caleiro
1905 -            Eduardo silva
1906 -            Major João Pedro de Paula
1907/1908 -    Major Torquato Caleiro
1909 -            José de Andrade
1910 -            Coronel Higino Oliveira Caleiro
1911/1916 -    João de Góes Conrado
1917/1923 -    Major Torquato Caleiro
1924/1925 -    Dr. Jonas Deocleciano Ribeiro
1926/1931 -    Major Godofredo Alves de Castro
1932/1933 -    Dr. Jonas Deocleciano Ribeiro
1934/1935 -    Arnulfo Lima
1936/1937 -    Ricardo Pucci
1938/1939 -    Luiz Chysogono de Castro
1940/1941 -    Ricardo Pucci
1942/1945 -    Luiz Chysogono de Castro
1946/1947 -    Arnulfo Lima
1948/1949 -    Serafim Borges do Val
1950/1959 -    Domingos Alarcon Garcia
1960/1969 -    Geraldo de Andrade Ribeiro
1970/1971 -    João Cândido Faleiros
1972/1979 -    Antonio Della Torre
1980/1993 -    Manir Bittar
1994/1997 -    Gualter de Almeida Junior
1998/2001 -    Amilton Borges

Interventores
Agosto/ 2001 - Jefferson Willian Ribeiro
2001/2003 -    Antonio Sérgio Ferro
2004/2005 -    Onofre de Paula Trajano

Presidente

2005/2007 -    Onofre de Paula Trajano
2007/2010 -    José Cândido Chimionato
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Santa Casa é literalmente abraçada ao comemorar seus 110 anos

Em meio a uma grave crise financeira, a Santa Casa de Franca completou no dia 16 de junho de 2007 os seus 110 anos.
Para comemorar, a instituição (mantenedora também dos hospitais do Câncer e Coração), convidou a população para vestir uma camiseta branca (símbolo da paz) e participar, de uma grande corrente que envolveu literalmente o prédio da Santa Casa, que fica no centro da cidade, em um gigantesco abraço.
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Naquela manhã de sábado, o clima foi de muita emoção, carinho e entusiasmo. Muitas pessoas se emocionaram, no momento em que mais de 100 crianças saíram de dentro do prédio, com uma rosa na mão, entregando-as às pessoas e estendendo suas mãozinhas, num convite para formar os elos da corrente que envolveu todo o prédio da  Santa casa.
Em seguida todos caminharam até a praça da Catedral, onde após o “parabéns à você” foi servido  centenas de fatias de bolo (doações)  para os presentes. Uma feira de saúde foi montada  no local, com profissionais  orientando  a população nas áreas de nutrição, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, serviço social, biomedicina e enfermagem.
“Com este ato simbólico, estamos demonstrando o nosso carinho e reconhecimento à Santa Casa de Franca, por estes 110 anos de dedicação à saúde da população, principalmente a mais carente, e a sua opção pela vida”, afirmou o presidente José Cândido Chimionato, ressaltando que poucas instituições no país, conseguem sobreviver há mais de um século.
Fundada em 1897, por um grupo de cidadãos beneméritos, a Santa Casa de Franca tornou-se um hospital de referência em média e alta complexidade para uma população de mais 700 mil pessoas de Franca e região, e atende 90 % de seus pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Recentemente recebeu do Ministério da Saúde/Unicef o título de Hospital Amigo da Criança, inaugurou o Banco de Leite Humano, realizou reformas físicas imprescindíveis, adquiriu equipamentos médicos de última geração, com apoio da comunidade ampliou o seu hospital do Câncer, e recebeu a certificação “Ouro” do Programa de Qualidade da CPFL/CEALAG/APM.
Galeria dos Provedores

A Santa Casa, através de sua visão, missão e valores, tem os olhos no futuro, procurando fazer uso de todas as tecnologias mais avançadas e pessoal especializado na busca da cura das doenças e humanização nos tratamentos.

Não esquece, porém, de volver os olhos para o passado e reverenciar nossos ex-provedores – e suas respectivas diretorias, que trabalharam voluntariamente, sem receber salários, para manter e levar saúde e conforto a todos que dela precisaram.

A prática hoje usual do trabalho voluntário é regra na Santa Casa há mais de um século por meio de pessoas abnegadas como o cirurgião dentista Paulo Gera, que dedicou anos de sua vida em prol da instituição. Símbolo do voluntariado, Gera empestará seu nome ao CTI Adulto do hospital.

A Galeria dos Provedores é para nós a lembrança de todos aqueles que dignificaram a Santa Casa e a ela dedicaram seu amor, sua vocação e, muitas vezes, os próprios recursos financeiros.

A Sala de Leitura “João Silvério Trevisan” agradece a todos os que ajudaram e apoiaram a realização desse projeto.

Projeto este que, porém, não está completo: continuamos a busca com o objetivo de preservar a memória dessa Santa Casa de 112 anos de lutas e vitórias.

Segue abaixo, dados que conseguimos coletar sobre esses tão importante homens. Desculpamo-nos caso fatos ou pessoas importantes não figurem dessa homenagem e solicitamos sua colaboração para que possamos enriquecer nosso acervo com fotos, histórias, biografias, relatos. Afinal, uma história como essa não pode se perder.


1897- 1901    Joaquim Mariano de Amorim Carrão
Dr. Carrão nasceu no Rio de Janeiro e se mudou para Franca em 1889. Em 1896 exerceu a presidência da Companhia Carril Francana, responsável pela linha de bondes entre o Centro e o bairro da Estação. Foi membro da Comissão de Obras da Nova Igreja Matriz, oferecendo-se para executar de graça a planta da construção, seu respectivo orçamento e a devida fiscalização.

Em 1898 foi eleito vereador, mas não tomou posse. No mesmo ano dissolveu-se a Companhia Carril Francana. Em 1902 foi eleito vereador novamente. Foi o primeiro provedor da Santa Casa de Misericórdia de Franca e administrou o hospital durante o período de 1897 a 1901. Seu nome foi dado à antiga Rua Sete, na Vila Santos Dumont, na região da Estação. Doutor Carrão, como era conhecido, faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1924.

1902-1903   Marcilio Mourão / José Joaquim da Silva


1903-1904   José Guener de Almeida


1904-1905   1910-1911  Higino de Oliveira Caleiro
Nasceu em Franca em 11 de janeiro de 1863. Faleceu no dia 10 de março de 1938. Desde muito jovem demonstrava sua vocação para o comércio, atuando como sócio na Casa Benevides, Barbosa & Sandoval. Assumindo o comando da empresa, esta passou a denominar-se Casa Hygino Caleiro & Sandoval. E em 1918, com  a saída de seu sócio a loja passou a denominar-se apenas Casa Hygino. Ele também fundou e manteve a Casa Bancária Hygino Caleiro, no tempo em que Franca não contava com nenhuma agência. Posteriormente, esta casa iria denominar-se Banco Hygino Caleiro e ficaria sob o comando de seu neto, Hygino Jacintho Caleiro Neto. Foi provedor da Santa Casa em dois períodos distintos: de 1904 a 1905 e de 1910 a 1911.

1905-1906    Eduardo Silva


1906-1907    Major João Pedro de Paula


1907-1908    Major Torquato Caleiro
Advogado, nasceu em Franca em 26 de fevereiro de 1873. Em 1903 foi diretor do Gabinete de Leitura, ponto alto da cultura francana. No ano seguinte, tornou-se sócio da Casa Andrade Martins. Foi provedor da Santa Casa em dois perídos: de 1907 a 1908 e de 1917 a 1923. Neste último período, socorreu a todos os que foram vítimas da gripe espanhola na cidade, dando cobertura ao médico Jonas Deocleciano Ribeiro, o único médico da época que não foi acometido pela doença.

Elegeu-se vereador em 1922 e prefeito em 1926. Como tal, foi responsável por diversas obras de melhorias na cidade, como a remodelação de jardins, praças e ruas. Seu maior feito foi a criação da Escola Normal Livre para Franca, o atual EETC – Escola Estadual “Torquato Caleiro”. De 1933 a 1942 foi diretor da rádio Hertz de Franca. Faleceu em 26 de junho de 1943.

1909-1910   José de Andrade

1911-1916     João de Góes Conrado


1917-1923     Major Torquato Caleiro


1924-1925   1932-1933     Dr. Jonas Deocleciano Ribeiro
Nasceu na cidade de Santa Rita do Passa Quatro em 13 de setembro de 1880 e faleceu em Franca no dia 13 de dezembro de 1971. Médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, aceitou o convite do coronel João Góes Conrado para fixar-se em Franca, iniciando na cidade a sua carreira médica. Dedicou-se também à agricultura e à política. Foi jornalista, historiador e poeta.

Foi Jonas Deocleciano quem trouxe o primeiro aparelho de rádio à cidade, comprado durante uma viagem a Paris. Foi colaborador de várias entidades francanas. Ajudou a Santa Casa, onde foi provedor e remodelador do velho pavilhão. Colaborou também a várias organizações culturais, esportivas e instituições beneficentes de Franca.

1926-1931    Major Godofredo Alves de Castro


1934-1935   1946-1947  Arnulfo Lima


1936-1937   1940-1941  Ricardo Pucci
Nasceu em 11 de outubro de 1897 e faleceu em 02 de setembro de 1965. Homem simples, de notável inteligência e elevado bom senso. Autodidata, foi sócio de uma livraria e do jornal Comércio da Franca. Além de comerciante e jornalista, elegeu-se vereador pelo Partido Constitucionalista. Foi um baluarte da Loja Maçônica Independência III, onde ocupou o cargo de venerável diversas vezes.

Ricardo Pucci atuou também como industrial, tendo fundado a Cartonagem e Gráfica Pucci, que na década de 70 foi uma das maiores de toda a região. Fundou também a fábrica de calçados Rical.

Foi provedor da Santa Casa em dois períodos: 1936 a 1937 e de 1940 a 1941. Multiplicavam-se os títulos, mas permanecia a simplicidade deste homem voltado para o bem. Entre os anos 20 e 60 não há uma só iniciativa francana que não tenha o nome de Ricardo Pucci inscrito como benemerente.

1938-1939    1942-1945 Luiz Chrysógono de Castro


1948-1949   Serafim Borges do Val


1950-1959   Domingos Alarcon Garcia
Nasceu em Capetinga-MG, no dia 9/11/1913, filho de Castro Alarcon Fernandes e D.Dolores Garcia. Fez o curso primário no Grupo Escolar Coronel Francisco Martins, nesta cidade. Antes, estudara durante um ano no colégio Champagnat.

Terminado o curso primário começou a trabalhar na Farmácia Normal, como lavador de vidros, quando o estabelecimento era de propriedade do Sr. Cícero de Castro e estava instalado em outro local. Desde 20 de janeiro de 1927, trabalhou e acompanhou a evolução da Farmácia e Drogaria Normal, de onde se tornou sócio.

Em 1930 inscreveu-se para fazer o curso de farmácia na Escola de Farmácia de São Sebastião do Paraíso, recebendo o respectivo diploma, que o capacitava a exercer a profissão.

Outro lado da vida do Domingos Alarcon Garcia, que o dignifica ainda mais como homem de valor, é o fato de que ele estava sempre ligado às causas do setor assistencial de Franca.

Em 1945, apoiou entusiasticamente as primeiras campanhas para a organização de amparo à pobreza de Franca. Em 1950, assumiu o cargo de provedor da Santa Casa e se destacou na função. Foi casado com a Sra. Ivone Masini, com quem teve os filhos Maria de Lourdes Masini Alarcon, Domingos Alarcon e Sérgio Masini Alarcon.

1960-1969    Geraldo de Andrade Ribeiro


1970-1971    João Cândido Faleiros


1972-1979    Antonio Della Torre
Nasceu em São José do Rio Pardo em 05 de dezembro de 1914 e faleceu em 03 de novembro de 1988. Iniciou sua vida profissional e fez carreira nas Casas Pernambucanas. Foi como gerente desta loja que foi transferido para Franca em 1937. Três anos depois casou-se com D. Maria Aparecida, com quem teve dois filhos.

Apesar de ter concluído apenas o primeiro grau, não se fazia de rogado em se aventurar no mundo dos negócios. Em 1943, juntamente com seu sogro Modestino Gomes e Antonio Gomes de Melo, comprou a empresa que daria origem ao Curtume Dela Torre.

Empreendedor nato, transformou a pequena empresa em uma sólida indústria, com centenas de funcionários e que exportava couro para dezenas de países. Cidadão atuante, participou da criação e instalação do Clube de Campo de Franca, do qual foi o primeiro presidente.

Participou ativamente da campanha de arrecadação de fundos que possibilitou a implantação do Bispado de Franca. Foi provedor da Santa Casa por mais de 10 anos. Sua participação foi decisiva na ampliação do prédio, que passou a ter 5 andares e a ocupar todo o quarteirão da área central que ocupa. Lutou também pela ampliação do número de leitos, pela implantação dos setores de Radiografia e Ortopedia e equipou o Centro Cirúrgico para operações de grande porte, antes impossíveis na cidade.
 

1980-1993    Manir Bittar
Com bastante coragem e visão do futuro, Manir Bitar, falecido recentemente, buscou a construção do Hospital Coração Octávio Quércia, a quem se deve a sua instalação e início de funcionamento. O Hospital do Coração é um centro avançado de diagnóstico e tratamento de moléstias do coração em clínica médica e cirurgia cardíaca.

1994-1997    Gualter de Almeida Junior
Assumiu a provedoria em 1993, em momento histórico e polêmico. Contudo, com sua capacidade, dinamismo e a firme determinação de sua conduta pessoal, desenvolveu a sua gestão da Santa Casa com alto espírito humano e administrativo.

Graças à sua atuação, foram implantados amplos recursos de diagnóstico, como tomografia computadorizada, hemodinâmica do Hospital do Coração e considerável ampliação dos serviços auxiliares, tão importantes quanto custosas as suas aquisições e instalações.
                     

1998-2001    Amilton Borges
Engenheiro, foi provedor de 1998 a 2000 e implantou uma nova dinâmica  administrativa, com a quase completa informatização de toda a atividade funcional da Santa Casa, o que proporcionou o desenvolvimento da área de Recursos Humanos. A partir daí, foi possível reciclar e aprimorar os funcionários, através de cursos de capacitação, especialmente no campo da enfermagem e administração hospitalar. Buscou também o saneamento financeiro da instituição.

Merece destaque especial a atuação desse provedor nas discussões  e formalização dos convênios hospitalares, especialmente com o SUS e Prefeitura e outras instituições previdenciárias, registrando-se a rescisão do contrato de Assistência Médica Hospitalar com a Unimed, ocorrida também em sua gestão.

2001-2003    Intervenção

2004-2005  Onofre de Paula Trajano
O empresário Onofre de Paula Trajano nasceu em Cristais Paulista, em 09/12/1936, formou-se em advocacia pela Faculdade de Direito de Franca em 1966 e exerceu a função de Inspetor de Seguros Gerais do INPS. Foi vereador por diversas vezes, recebendo sempre votações expressivas, sendo que na segunda vez, recebeu a maior votação da história legislativa francana até a época.

Três anos de dedicação, muitas conquistas e alguns desapontamentos. Desta forma, o ex-presidente (e atual vice-presidente) da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, resume sua passagem à frente da instituição. O empresário cita como os fatos mais importantes a conquista da credibilidade da instituição e os recursos conseguidos junto aos governos Estado e Federal, um montante superior a R$ 13 milhões.

Já a frustração, segundo Trajano, ficou por conta, principalmente, da falta de sintonia dos políticos de Franca e região. O senhor Onofre afirmou que não conseguiu unificar as forças de deputados e prefeitos.

Presidente

2005-2007  Onofre de Paula Trajano


2007-2010   José Cândido Chimionato


OUTRA IMPORTANTE FIGURA DA HISTÓRIA DA SANTA CASA


MONSENHOR CÂNDIDO ROSA

Nasceu em 16/01/1838 e faleceu em 21/09/1903. Grande líder religioso promoveu o saneamento moral em Franca e região, desde que aqui chegou em 1860, vindo de Jacareí, sua cidade natal, recém-ordenado padre.

Personalidade altiva, corajosa, inteligente e polêmico iniciou sua missão evangelizadora em Franca e por certo não agradou a todos, já que possuía um espírito conservador, com o qual também agia politicamente, por meio de suas constantes intervenções junto à administração municipal. 

Costumava usar linguagem considerada violenta ao púlpito e do mesmo modo intransigente, sempre a cavalo, pala ao vento, visitava lugares distantes, não temendo as ciladas inimigas. Tinha também o apelido de Candinho Peão. Já em 1864 alugava uma casa, onde hoje se encontra a Santa Casa, onde cuidava de doentes variolosos. A atitude causou impacto, pois as pessoas acometidas desse mal à época eram afastadas do convívio dos seus e muitas vezes deixadas à morte sem qualquer assistência.

Incansável, auxiliou na fundação de igrejas em Rifaina (1862), Patrocínio Paulista (1869), Miramontes (1871), Jeriquara (1876), Ribeirão Corrente (1881) e São José da Bela Vista (1885).

Reestruturou em 1887, juntamente com outros cidadãos francanos, o jornal “A Justiça”, fundou a Santa Casa de Misericórdia (1897), instituiu dois grandes estabelecimentos de ensino: Colégio Nossa Senhora de Lourdes em 1888 (dirigido pelas irmãs de São José de Chambery) e o Colégio São Paulo em 1902 (dirigido pelos Irmãos Maristas). Em 1898 iniciou as obras da nova Igreja Matriz.

ALARCON GARCIA   
Nasceu em Capetinga-MG, no dia 9/11/1913, filho de Castro Alarcon Fernandes e D.Dolores Garcia. Fez o curso primário no Grupo Escolar Coronel Francisco Martins, nesta cidade. Antes, estudara durante um ano no colégio Champagnat.

Terminado o curso primário começou a trabalhar na Farmácia Normal, como lavador de vidros, quando o estabelecimento era de propriedade do Sr. Cícero de Castro e estava instalado em outro local. Desde 20 de janeiro de 1927, trabalhou e acompanhou a evolução da Farmácia e Drogaria Normal, de onde se tornou sócio.

Em 1930 inscreveu-se para fazer o curso de farmácia na Escola de Farmácia de São Sebastião do Paraíso, recebendo o respectivo diploma, que o capacitava a exercer a profissão.

Outro lado da vida do Domingos Alarcon Garcia, que o dignifica ainda mais como homem de valor, é o fato de que ele estava sempre ligado às causas do setor assistencial de Franca.

Em 1945, apoiou entusiasticamente as primeiras campanhas para a organização de amparo à pobreza de Franca. Em 1950, assumiu o cargo de provedor da Santa Casa e se destacou na função. Foi casado com a Sra. Ivone Masini, com quem teve os filhos Maria de Lourdes Masini Alarcon, Domingos Alarcon e Sérgio Masini Alarcon.

SERAFIM BORGES DO VAL
Serafim Borges do Val foi um cidadão participativo. Sócio do Aeroclube de Franca, da Associação dos Empregados do Comércio, da Associação Beneficente do Trabalho e do Clube dos Bagres. Foi presidente do Tiro de Guerra, diretor-gerente da Cooperativa Rural de Franca, durante sete anos. Provedor da Santa Casa de Franca por quatro anos, viu em sua gestão serem iniciadas e concluídas as obras de construção do novo pavilhão. Foi ainda vereador da Câmara Municipal de Franca de 1935 a 1937, pelo Partido Constitucionalista. Na Revolução de 32, hospedou na Fazenda Jaborandi o Batalhão Anhanguera, de Ribeirão Preto, tendo dado assistência moral e material aos combatentes durante vinte dias. Foi presidente da Comissão Executiva do I Centenário de Franca.

Rita Maria Fernandes Silva
Sala de Leitura João Silvério Trevisan
Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca
Fone(016) 3711 4071
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Assessoria de Imprensa
Santa de Casa de Franca
 
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